Desde sempre que os gémeos Alissa e Anton formam um par. No velho
apartamento de duas assoalhadas de Moscovo não têm outro remédio senão
agarrar-se um ao outro durante as cenas de violência entre pai e mãe.
Mais tarde, à espera da autorização de residência na Alemanha Ocidental,
percorrem juntos os corredores do lar de refugiados, entrando em
quartos alheios para roubar cigarros e cheirar frascos de perfume. Ainda
mais tarde, quando Alissa abandona o curso de Matemática em Berlim por
sentir que isso a distrai dos treinos de boxe, Anton desaparece sem
deixar rasto. Até que chega um postal de Istambul – sem texto e sem
remetente ou morada –, mas é o sinal de que Áli precisa para ir em busca
do irmão. É já na cidade banhada pelo Bósforo que a rapariga evocará a
história da sua família ao longo de um século e descobrirá que, quanto
mais investe na procura de Anton, menos sentido as coisas parecem fazer –
a língua materna, a pátria, o género – e talvez só consiga um todo
coerente se sair para fora de si.
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"A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar daquilo que você é." Victor Hugo
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